Friday, 6 December 2013
Papa recebe Antonio Guterres no Vaticano
O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta sexta-feira, no Vaticano, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Antônio Guterres, a fim de discutir sobre a grave situação de mais de 45 milhões de pessoas no mundo, obrigadas a fugir.
Guterres aproveitou a ocasião para manifestar seu profundo apreço pelo trabalho desempenhado pelo Papa ao levar à atenção do público a situação de refugiados e deslocados, mas também as perigosas viagens feitas por requerentes de asilo e migrantes na tentativa de ultrapassar as fronteiras marinhas e terrestres do mundo.
O Alto Comissário do ACNUR acolheu com fervor as recentes declarações do Papa nas quais o pontífice pede o aumento dos esforços para salvar vidas no Mar Mediterrâneo, no momento em que um número cada vez mais crescente de pessoas, incluindo refugiados sírios, eritreus e somalis, tenta chegar à Europa pelo mar. É necessário um maior esforço para salvar vidas e construir uma Europa mais acolhedora, que saiba receber as pessoas que buscam refúgio e oportunidade.
Guterres conversou com o Papa sobre a Estratégia de Proteção no Mar feita pelo ACNUR que se concentra no fortalecimento das operações de resgate, no combate à exploração e abusos e na criação de medidas de proteção adequadas após o desembarque dos refugiados.
O Papa Francisco e o Alto Comissário do ACNUR partilharam suas preocupações sobre a extensão da crise humanitária na Síria e sobre o enorme esforço necessário para ajudar os países limítrofes, que neste momento acolhem mais de dois milhões de refugiados.
Guterres manifestou sua preocupação pelas notícias segundo as quais alguns países da União Europeia (UE) teriam impedido a entrada ou rejeitado os refugiados, incluindo as pessoas que fogem do conflito sírio. Ele evidenciou como o ACNUR tenha pedido uma moratória global sobre as rejeições na Síria e nos países vizinhos.
O Alto Comissário do ACNUR partilhou com o Papa Francisco os esforços do ACNUR para abrir um diálogo com os líderes religiosos através do "Diálogo sobre fé e proteção" realizado em dezembro de 2012 e a adoção em novembro de 2013 da declaração "Acolher o estrangeiro: Afirmação de boas-vindas aos líderes religiosos" durante a Assembleia Mundial "Religiões para a Paz", realizada em Viena.
Essa declaração, aprovada por centenas de líderes e organizações religiosas do mundo, pede o acolhimento nas comunidades de migrantes, refugiados e outras pessoas em situação de risco e a luta contra a intolerância, exclusão e xenofobia.
O colega Rafael Belincanta do Serviço de Documentação de nossa emissora entrevistou Antônio Guterres sobre a situação dos refugiados no mundo.
Thursday, 5 December 2013
Wednesday, 4 December 2013
Sacramentos: Ordem e a Unção dos Enfermos
Proximo video: Como celebrar verdadeiramente o Natal.
Catecismo da Igreja Catolica (aconselho a lerem os paragrafos 1536 a 1589):
1539. O povo eleito foi constituído por Deus como «um reino de sacerdotes e uma nação consagrada» (Exodo 19, 6; Isaias 61, 6). Mas, dentro do povo de Israel, Deus escolheu uma das doze tribos, a de Levi, segregada para o serviço litúrgico (Numeros 1, 48-53) o próprio Deus é a sua parte na herança (Josue 13, 33). Um rito próprio consagrou as origens do sacerdócio da Antiga Aliança (Exodo 29, 1-30; Levitico 8). Nela, os sacerdotes são «constituídos em favor dos homens, nas coisas respeitantes a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados» (Hebreus 5, 1).
1546. Cristo, sumo sacerdote e único mediador, fez da Igreja «um reino de sacerdotes para Deus seu Pai» (Apocalipse 1, 6; 5, 9-10; 1Pedro 2, 5.9). Toda a comunidade dos crentes, como tal, é uma comunidade sacerdotal. Os fiéis exercem o seu sacerdócio baptismal através da participação, cada qual segundo a sua vocação própria, na missão de Cristo, sacerdote, profeta e rei. É pelos sacramentos do Baptismo e da Confirmação que os fiéis são «consagrados para serem [...] um sacerdócio santo».
1547. O sacerdócio ministerial ou hierárquico dos bispos e dos presbíteros e o sacerdócio comum de todos os fiéis – embora «um e outro, cada qual segundo o seu modo próprio, participem do único sacerdócio de Cristo» – são, no entanto, essencialmente diferentes ainda que sendo «ordenados um para o outro». Em que sentido? Enquanto o sacerdócio comum dos fiéis se realiza no desenvolvimento da vida baptismal – vida de fé, esperança e caridade, vida segundo o Espírito – o sacerdócio ministerial está ao serviço do sacerdócio comum, ordena-se ao desenvolvimento da graça baptismal de todos os cristãos. É um dos meios pelos quais Cristo não cessa de construir e guiar a sua igreja. E é por isso que é transmitido por um sacramento próprio, que é o sacramento da Ordem.
1577. «Só o varão ('vir') baptizado pode receber validamente a sagrada ordenação». O Senhor Jesus escolheu homens ('viri') para formar o colégio dos Doze Apóstolos (Marcos 3, 14-19; Lucas 6, 12-16), e o mesmo fizeram os Apóstolos quando escolheram os seus colaboradores (1Timoteo 3, 1-13; 2Timoteo 1, 6: Tito 1, 5-9) para lhes sucederem no desempenho do seu ministério. O Colégio dos bispos, a que os presbíteros estão unidos no sacerdócio, torna presente e actualiza, até que Cristo volte, o Colégio dos Doze. A Igreja reconhece-se vinculada por essa escolha feita pelo Senhor em pessoa. É por isso que a ordenação das mulheres não é possível.
1578. Ninguém tem direito a receber o sacramento da Ordem. Com efeito, ninguém pode arrogar-se tal encargo. É-se chamado a ele por Deus (Hebreus 5, 4). Aquele que julga reconhecer em si sinais do chamamento divino ao ministério ordenado, deve submeter humildemente o seu desejo à autoridade da Igreja, à qual incumbe a responsabilidade e o direito de chamar alguém para receber as Ordens. Como toda e qualquer graça, este sacramento só pode ser recebido como um dom imerecido.
Relatos da Igreja primitiva:
Papa S.Clemente de Roma (seculo I): "Nossos apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por este motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião de morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério"
St.Inacio de Antioquia (seculo II): "Assim, exorto-vos a estudarem todas as coisas com divina harmonia, tendo vosso bispo presidindo no lugar de Deus e vossos presbíteros no lugar da assembléia dos apóstolos, junto com seus diáconos - que são muito queridos para mim - aos quais foi confiado o serviço de Jesus Cristo, que estava com o Pai antes do início dos tempos e que por fim se manifestou. "
Tertuliano de Cartage (seculo III): "Nao é permitido a’ mulher falar na igreja nem oferecer o Sacrificio, nem qualquer função do oficio sacerdotal".
Didascalia (seculo III): "Cristo nosso mestre, enviou-nos (os Doze) para instruir o povo e havia connosco discipulas d'Ele mas a elas nao foram mandadas para tal connosco".
S.Clemente de Alexandria (seculo III): "Uma vez que, segundo a minha opinião, os graus aqui na igreja, de bispos, presbíteros, diáconos, são imitações da glória angelical, e de que a economia, que, dizem as Escrituras, aguarda aqueles que, seguindo os passos dos Apóstolos, viveram na perfeição da justiça, de acordo com o Evangelho."
Constituiçoes Apostolicas (ano 400): "Se nas nossas constituiçoes nao se permita mulheres para instruir, como alguem o permite, contrario a’ natureza, em desempenhar o oficio sacerdotal? Pois isto e’ uma das praticas dos gentis ateistas. Uma diaconisa nao abençoa nem outras coisas que compete ao sacerdote e diacono, mas ela granciosamente os assiste quando eles batizam mulheres".
Papa S.Leao Magno (seculo V): "E, finalmente, agora que o mistério deste sacerdócio Divino desceu à ação humana, não é descendido pela linha de nascimento, nem é o que a carne e o sangue criaram, é escolhido, mas sem levar em conta o privilégio de paternidade e sucessão por herança, esses homens são recebidos pela Igreja como seus governantes a quem o Espírito Santo prepara: para que na adoção do povo de Deus, todo o corpo do qual é sacerdotal e real, não tenha uma prerrogativa de origem terrestre que obtém a unção, mas a condescendência da graça divina que cria o bispo."
Referencias biblicas ditas no video: Tiago 5,14-15; Marcos 6, 12-13; Marcos 16, 17-18
Catecismo da Igreja Catolica (aconselho a lerem os paragrafos 1499 a 1525):
1499. «Pela santa Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, toda a Igreja encomenda os doentes ao Senhor, sofredor e glorificado, para que os alivie e os salve: mais ainda, exorta-os a que, associando-se livremente à paixão e morte de Cristo, concorram para o bem do povo de Deus» (Marcos 2, 17).
1508. O Espírito Santo confere a alguns o carisma especial de poderem curar (1Corintios 12, 9; 1Corintios 12, 28-30) para manifestar a força da graça do Ressuscitado. Todavia, nem as orações mais fervorosas obtêm sempre a cura de todas as doenças. Assim, São Paulo deve aprender do Senhor que «a minha graça te basta: pois na fraqueza é que a minha força actua plenamente» (2Corintios 12, 9), e que os sofrimentos a suportar podem ter como sentido que «eu complete na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja» (Colossenses 1, 24).
Relatos da Igreja primitiva:
Hipolito de Roma (seculo III): "O Deus que santifica este óleo, como Tu garantes a todos os que são ungidos e recebem dele a consagração com que Tu fizeste ungir reis e sacerdotes e profetas, assim fazei para pode dar força a tudo o que provam dele e saúde para todos os que usá-lo".
Orígenes de Alexandria (seculo III): "Além destes, há também um sétimo [sacramento]. Desta forma, isso é também cumprido, o que o apóstolo Tiago disse".
Serapião de Thmuis (seculo IV): "[este óleo é] para a boa graça e a remissão dos pecados, para um medicamento de vida e salvação, para a saúde e solidez da alma, corpo, espírito, para o fortalecimento perfeito."
SACRAMENTO DA ORDEM
Sempre feito pelo bispo pela imposição das mãos
Referencias biblicas ditas no video:
- Cristo escolheu somente homens para a liderança da Igreja: Marcos 3, 13-19; Lucas 6, 12-16 Joao 15,16 e 20, 21
- Tradição da Igreja da sucessão do clero: Actos dos Apostolos 6, 5-6; 1Timoteo 4, 14; 2Timoteo 1, 6; 1Timoteo 3, 1-13; Tito 1, 5-6
- Funçoes dentro da Igreja: 1Corintios 14, 34-38; 1 Timoteo 2, 1-14
Catecismo da Igreja Catolica (aconselho a lerem os paragrafos 1536 a 1589):
1539. O povo eleito foi constituído por Deus como «um reino de sacerdotes e uma nação consagrada» (Exodo 19, 6; Isaias 61, 6). Mas, dentro do povo de Israel, Deus escolheu uma das doze tribos, a de Levi, segregada para o serviço litúrgico (Numeros 1, 48-53) o próprio Deus é a sua parte na herança (Josue 13, 33). Um rito próprio consagrou as origens do sacerdócio da Antiga Aliança (Exodo 29, 1-30; Levitico 8). Nela, os sacerdotes são «constituídos em favor dos homens, nas coisas respeitantes a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados» (Hebreus 5, 1).
1546. Cristo, sumo sacerdote e único mediador, fez da Igreja «um reino de sacerdotes para Deus seu Pai» (Apocalipse 1, 6; 5, 9-10; 1Pedro 2, 5.9). Toda a comunidade dos crentes, como tal, é uma comunidade sacerdotal. Os fiéis exercem o seu sacerdócio baptismal através da participação, cada qual segundo a sua vocação própria, na missão de Cristo, sacerdote, profeta e rei. É pelos sacramentos do Baptismo e da Confirmação que os fiéis são «consagrados para serem [...] um sacerdócio santo».
1547. O sacerdócio ministerial ou hierárquico dos bispos e dos presbíteros e o sacerdócio comum de todos os fiéis – embora «um e outro, cada qual segundo o seu modo próprio, participem do único sacerdócio de Cristo» – são, no entanto, essencialmente diferentes ainda que sendo «ordenados um para o outro». Em que sentido? Enquanto o sacerdócio comum dos fiéis se realiza no desenvolvimento da vida baptismal – vida de fé, esperança e caridade, vida segundo o Espírito – o sacerdócio ministerial está ao serviço do sacerdócio comum, ordena-se ao desenvolvimento da graça baptismal de todos os cristãos. É um dos meios pelos quais Cristo não cessa de construir e guiar a sua igreja. E é por isso que é transmitido por um sacramento próprio, que é o sacramento da Ordem.
1577. «Só o varão ('vir') baptizado pode receber validamente a sagrada ordenação». O Senhor Jesus escolheu homens ('viri') para formar o colégio dos Doze Apóstolos (Marcos 3, 14-19; Lucas 6, 12-16), e o mesmo fizeram os Apóstolos quando escolheram os seus colaboradores (1Timoteo 3, 1-13; 2Timoteo 1, 6: Tito 1, 5-9) para lhes sucederem no desempenho do seu ministério. O Colégio dos bispos, a que os presbíteros estão unidos no sacerdócio, torna presente e actualiza, até que Cristo volte, o Colégio dos Doze. A Igreja reconhece-se vinculada por essa escolha feita pelo Senhor em pessoa. É por isso que a ordenação das mulheres não é possível.
1578. Ninguém tem direito a receber o sacramento da Ordem. Com efeito, ninguém pode arrogar-se tal encargo. É-se chamado a ele por Deus (Hebreus 5, 4). Aquele que julga reconhecer em si sinais do chamamento divino ao ministério ordenado, deve submeter humildemente o seu desejo à autoridade da Igreja, à qual incumbe a responsabilidade e o direito de chamar alguém para receber as Ordens. Como toda e qualquer graça, este sacramento só pode ser recebido como um dom imerecido.
Relatos da Igreja primitiva:
Papa S.Clemente de Roma (seculo I): "Nossos apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por este motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião de morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério"
St.Inacio de Antioquia (seculo II): "Assim, exorto-vos a estudarem todas as coisas com divina harmonia, tendo vosso bispo presidindo no lugar de Deus e vossos presbíteros no lugar da assembléia dos apóstolos, junto com seus diáconos - que são muito queridos para mim - aos quais foi confiado o serviço de Jesus Cristo, que estava com o Pai antes do início dos tempos e que por fim se manifestou. "
Tertuliano de Cartage (seculo III): "Nao é permitido a’ mulher falar na igreja nem oferecer o Sacrificio, nem qualquer função do oficio sacerdotal".
Didascalia (seculo III): "Cristo nosso mestre, enviou-nos (os Doze) para instruir o povo e havia connosco discipulas d'Ele mas a elas nao foram mandadas para tal connosco".
S.Clemente de Alexandria (seculo III): "Uma vez que, segundo a minha opinião, os graus aqui na igreja, de bispos, presbíteros, diáconos, são imitações da glória angelical, e de que a economia, que, dizem as Escrituras, aguarda aqueles que, seguindo os passos dos Apóstolos, viveram na perfeição da justiça, de acordo com o Evangelho."
Constituiçoes Apostolicas (ano 400): "Se nas nossas constituiçoes nao se permita mulheres para instruir, como alguem o permite, contrario a’ natureza, em desempenhar o oficio sacerdotal? Pois isto e’ uma das praticas dos gentis ateistas. Uma diaconisa nao abençoa nem outras coisas que compete ao sacerdote e diacono, mas ela granciosamente os assiste quando eles batizam mulheres".
Papa S.Leao Magno (seculo V): "E, finalmente, agora que o mistério deste sacerdócio Divino desceu à ação humana, não é descendido pela linha de nascimento, nem é o que a carne e o sangue criaram, é escolhido, mas sem levar em conta o privilégio de paternidade e sucessão por herança, esses homens são recebidos pela Igreja como seus governantes a quem o Espírito Santo prepara: para que na adoção do povo de Deus, todo o corpo do qual é sacerdotal e real, não tenha uma prerrogativa de origem terrestre que obtém a unção, mas a condescendência da graça divina que cria o bispo."
SACRAMENTO DA UNCAO DOS ENFERMOS
Catecismo da Igreja Catolica (aconselho a lerem os paragrafos 1499 a 1525):
1499. «Pela santa Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, toda a Igreja encomenda os doentes ao Senhor, sofredor e glorificado, para que os alivie e os salve: mais ainda, exorta-os a que, associando-se livremente à paixão e morte de Cristo, concorram para o bem do povo de Deus» (Marcos 2, 17).
1508. O Espírito Santo confere a alguns o carisma especial de poderem curar (1Corintios 12, 9; 1Corintios 12, 28-30) para manifestar a força da graça do Ressuscitado. Todavia, nem as orações mais fervorosas obtêm sempre a cura de todas as doenças. Assim, São Paulo deve aprender do Senhor que «a minha graça te basta: pois na fraqueza é que a minha força actua plenamente» (2Corintios 12, 9), e que os sofrimentos a suportar podem ter como sentido que «eu complete na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja» (Colossenses 1, 24).
Relatos da Igreja primitiva:
Hipolito de Roma (seculo III): "O Deus que santifica este óleo, como Tu garantes a todos os que são ungidos e recebem dele a consagração com que Tu fizeste ungir reis e sacerdotes e profetas, assim fazei para pode dar força a tudo o que provam dele e saúde para todos os que usá-lo".
Orígenes de Alexandria (seculo III): "Além destes, há também um sétimo [sacramento]. Desta forma, isso é também cumprido, o que o apóstolo Tiago disse".
Serapião de Thmuis (seculo IV): "[este óleo é] para a boa graça e a remissão dos pecados, para um medicamento de vida e salvação, para a saúde e solidez da alma, corpo, espírito, para o fortalecimento perfeito."
Tuesday, 26 November 2013
Porque pecamos? - os mortais, os veniais e o contra o Espirito Santo
Proximo video: Sacramentos - a Ordem e a Unção dos Enfermos.
Referencias biblicas ditas no video:
Definicao de pecado: 1 Joao 3, 4
Pecado de materia grave: Marcos 10, 18
Pecado mortal e venial: 1 Joao 5, 16-17
Pecado contra o Espirito Santo: Marcos 3, 28-30; Mateus 12, 31-32; Lucas 12, 8-10
Sobre este assunto, aconselho a lerem os paragrafos 1846 a 1869 do Catecismo da Igreja Catolica.
Romanos 5, 18-21:"Portanto, como pelo pecado de um só a condenação se estendeu a todos os homens, assim por um único ato de justiça recebem todos os homens a justificação que dá a vida. Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça. Assim como o pecado reinou para a morte, assim também a graça reinaria pela justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor."
Referencias biblicas ditas no video:
Definicao de pecado: 1 Joao 3, 4
Pecado de materia grave: Marcos 10, 18
Pecado mortal e venial: 1 Joao 5, 16-17
Pecado contra o Espirito Santo: Marcos 3, 28-30; Mateus 12, 31-32; Lucas 12, 8-10
Sobre este assunto, aconselho a lerem os paragrafos 1846 a 1869 do Catecismo da Igreja Catolica.
Romanos 5, 18-21:"Portanto, como pelo pecado de um só a condenação se estendeu a todos os homens, assim por um único ato de justiça recebem todos os homens a justificação que dá a vida. Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça. Assim como o pecado reinou para a morte, assim também a graça reinaria pela justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor."
Wednesday, 20 November 2013
'Misericordina', a receita do Papa Francisco
Ao final do tradicional encontro dominical na Praça São Pedro, o Papa Francisco recomendou um “remédio espiritual” chamado “Misericordina”, que seria distribuído por voluntários aos presentes, dizendo, em tom de brincadeira: “Alguém pode perguntar: o Papa é um farmacêutico agora?”.
A bem da verdade, este ‘remédio espiritual’ nada mais é do que uma pequena caixa lembrando uma caixa de remédio, contendo no seu interior uma imagem de Jesus da Misericórdia, um terço com as 59 contas, acompanhado de uma ‘bula’ com ‘prescrições’ e posologia, como por exemplo, procurar um local silencioso e ajoelhar-se diante de uma imagem de Jesus da Misericórdia onde está escrito “Jesus, eu confio em ti”. No verso da 'bula', algumas passagens do Diário de Madre Faustina kowalska.
O Papa observou que com aquele terço poderia ser rezado o Terço da Misericórdia, “ajuda espiritual para a nossa alma, para nossa vida e para divulgar em todo lugar o amor, o perdão e a fraternidade”. E insistiu: “Não esqueçam de pegá-la, porque faz bem, eh? Faz bem ao coração, à alma e para toda a vida”.
Foram confecionados milhares de 'kits' em quatro línguas: italiano, espanol, ingês e polaco.
A bem da verdade, este ‘remédio espiritual’ nada mais é do que uma pequena caixa lembrando uma caixa de remédio, contendo no seu interior uma imagem de Jesus da Misericórdia, um terço com as 59 contas, acompanhado de uma ‘bula’ com ‘prescrições’ e posologia, como por exemplo, procurar um local silencioso e ajoelhar-se diante de uma imagem de Jesus da Misericórdia onde está escrito “Jesus, eu confio em ti”. No verso da 'bula', algumas passagens do Diário de Madre Faustina kowalska.
O Papa observou que com aquele terço poderia ser rezado o Terço da Misericórdia, “ajuda espiritual para a nossa alma, para nossa vida e para divulgar em todo lugar o amor, o perdão e a fraternidade”. E insistiu: “Não esqueçam de pegá-la, porque faz bem, eh? Faz bem ao coração, à alma e para toda a vida”.
Foram confecionados milhares de 'kits' em quatro línguas: italiano, espanol, ingês e polaco.
Sunday, 17 November 2013
Sacramentos: a Reconciliação (Confissão)
Proximo video: Porque pecamos? - os veniais, os mortais e o contra o Espirito Santo.
Referencias biblicas ditas no video:
Poder de perdoar concedido aos homens, seus ministros, por Cristo: Mateus 9, 6-8; Joao 20, 21-23; Mateus 18,18.
Confissoes sempre feitas dentro da comunidade de Deus (Igreja): Mateus 3, 5-6; Actos dos Apostolos 19, 18; Tiago 5, 16.
Exemplo biblico do Antigo Testamento do rolo intermediario do sacerdote (Levítico 4, 27-35):
"Se for alguém do povo quem pecou involuntariamente, cometendo uma ação proibida por um mandamento do Senhor, tornando-se assim culpado, trará para sua oferta uma cabra sem defeito, pela falta cometida, logo que tiver tomado consciência de seu pecado. Porá a mão sobre a cabeça da vítima oferecida pelo pecado e a imolará no lugar onde se imolam os holocaustos. Em seguida, o sacerdote, com o dedo, tomará o sangue da vítima, e pô-lo-á sobre os cornos do altar dos holocaustos, derramando o resto ao pé do altar. Tirará toda a gordura, como se fez no sacrifício pacífico, e a queimará no altar, como agradável odor ao Senhor. É assim que o sacerdote fará a expiação por esse homem, e ele será perdoado. Se for um cordeiro que oferecer em sacrifício pelo pecado, oferecerá uma fêmea sem defeito. Porá a mão sobre a cabeça da vítima oferecida pelo pecado e a imolará em sacrifício de expiação no lugar onde se imolam os holocaustos. Em seguida, com o dedo, tomará o sacerdote o sangue da vítima oferecida pelo pecado, e o porá sobre os cornos do altar dos holocaustos, derramando o resto do sangue ao pé do altar. Tirará toda a gordura como se tirou a do cordeiro do sacrifício pacífico, e a queimará no altar, entre os sacrifícios feitos pelo fogo ao Senhor. É assim que o sacerdote fará a expiação pelo pecado cometido por esse homem, e ele será perdoado".
Papa Francisco no twitter (18 Novembro):
@Pontifex_pt
"Confessar os nossos pecados custa-nos um pouco, mas traz-nos a paz. Nós somos pecadores, e precisamos do perdão de Deus."
Audiencia Geral na Praça de S.Pedro (20 Novembro):
"Os sacerdotes também precisam confissão, até mesmo bispos. Somos todos pecadores. Ate mesmo o Papa vai confessar a cada duas semanas, porque o papa, também, é um pecador. Meu confessor ouve o que eu digo, me oferece conselhos e me absolve. Nós todos precisamos disso."
Catecismo da Igreja Catolica (aconselho a lerem os pragrafos 1422 ate 1470):
1422. «Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão».
1432. O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo (Ezequiel 36, 26-27). A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: «Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos» (Lamentacoes 5, 21). Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo. É ao descobrir a grandeza do amor de Deus que o nosso coração é abalado pelo horror e pelo peso do pecado, e começa a ter receio de ofender a Deus pelo pecado e de estar separado d'Ele. O coração humano converte-se, ao olhar para Aquele a quem os nossos pecados trespassaram (Joao 19, 37; Zacarias 12, 10).
«Tenhamos os olhos fixos no sangue de Cristo e compreendamos quanto Ele é precioso para o seu Pai, pois que, derramado para nossa salvação, proporcionou ao mundo inteiro a graça do arrependimento» (Papa S.Clemente de Roma, seculo I).
1442. Cristo quis que a sua Igreja fosse, toda ela, na sua oração, na sua vida e na sua actividade, sinal e instrumento do perdão e da reconciliação que Ele nos adquiriu pelo preço do seu sangue. Entretanto, confiou o exercício do poder de absolvição ao ministério apostólico. É este que está encarregado do «ministério da reconciliação» (2 Corintios 5, 18). O apóstolo é enviado «em nome de Cristo» e «é o próprio Deus» que, através dele, exorta e suplica: «Deixai-vos reconciliar com Deus» (2 Corintios 5, 20).
1461. Uma vez que Cristo confiou aos Apóstolos o ministério da reconciliação (Joao 20,23; 2 Corintios 5, 8) os bispos, seus sucessores, e os presbíteros, colaboradores dos bispos, continuam a exercer tal ministério. Com efeito, os bispos e os presbíteros é que têm, em virtude do sacramento da Ordem, o poder de perdoar todos os pecados, «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».
Relatos da Igreja primitiva:
Didaque (seculo I): "Na reunião dos fiéis confessarás teus pecados e não te aproximarás da oração com má consciência"
Origenes (seculo III): "Ha a remissão de pecados por meio da penitência, quando o pecador lava seu travesseiro com lágrimas, quando suas lágrimas são sua vida de dia e de noite, quando não se retém de confessar os seus pecados ao sacerdote do Senhor nem de buscar o remédio."
"Se ele (Sacerdote) achar que é necessário que teu mal seja conhecido e curado na presença da assembleia reunida (Igreja), segue o conselho do médico sábio (sacerdote)"
Tertuliano (seculo III): "A Igreja pode perdoar o pecado".
"Acaso é melhor ser condenado em secreto que perdoado em público?"
S.Cipriano (seculo III): "Pois, se quando se trata de pecados menores fazem penitência os pecadores no devido tempo, e conforme foi ordenado pela disposição disciplinar vêm à confissão e recebem o direito da comunhão pela imposição das mãos do bispo e do clero".
"O apóstolo [Paulo] da mesma forma dá o testemunho e diz: ‘Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor’ (1 Coríntios 11, 27). Mas [o impenitente] despreza e ignora todos os avisos; antes de seus pecados serem expiados, antes deles terem feito a confissão de seus crimes, antes das suas consciências terem purgado na cerimônia e na mão do sacerdote... Eles são violentos com o corpo e o sangue, e com suas mãos e boca eles pecam contra o Senhor mais do que quando o negam".
"(Deus) Pai que conhece os nossos corações, concede a este teu servo que foi eleito para o episcopado… Que em virtude do Espírito do Sacerdócio soberano tenha o poder de ‘perdoar os pecados’ segundo teu mandamento; que ‘distribua as partes’ segundo tua disposição, e que ‘desate todos os laços’, segunda a autoridade que destes aos apóstolos".
St. Ambrosio de Milao (seculo IV): "Deus não faz distinção; Ele prometeu misericórdia para todos e a Seus sacerdotes outorgou a autoridade para perdoar sem nenhuma exceção".
St.Atanásio de Alexandria (seculo IV): "Assim como o homem batizado pelo sacerdote é iluminado pela Graça do Espírito Santo, assim também aquele que em penitência confessa seus pecados, recebe através do sacerdote o perdão em virtude da graça de Cristo".
St.Agostinho (seculo V): "Não vamos ouvir aqueles que negam que a Igreja de Deus tem o poder de perdoar todos os pecados". Na Igreja, portanto, existem três maneiras em que os pecados são perdoados: nos batismos, na oração, e na maior humildade da penitência".
S.Joao Crisostomo (seculo V): "Os sacerdotes receberam um poder que Deus não deu nem aos anjos nem aos arcanjos. Foi dito a eles: 'Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares, será desligado. Governantes temporais têm realmente o poder de ligação, mas eles só podem ligar o corpo. Sacerdotes, em contraste, podem ligar com um vínculo que pertence à própria alma e transcende os próprios céus. Será que [Deus] não lhes dar todos os poderes do céu? ‘De quem você deve perdoar pecados’, diz ele, ‘são-lhes perdoados; cujos pecados você retiver, são retidos’. Que maior poder há do que isso? O Pai entregou todo o julgamento ao Filho. E agora eu vejo o Filho colocando todo esse poder nas mãos dos homens [Mateus 10, 40; João 20, 21-23]. Eles são criados para esta dignidade como se eles já estivessem reunidos para o céu".
Referencias biblicas ditas no video:
Poder de perdoar concedido aos homens, seus ministros, por Cristo: Mateus 9, 6-8; Joao 20, 21-23; Mateus 18,18.
Confissoes sempre feitas dentro da comunidade de Deus (Igreja): Mateus 3, 5-6; Actos dos Apostolos 19, 18; Tiago 5, 16.
Exemplo biblico do Antigo Testamento do rolo intermediario do sacerdote (Levítico 4, 27-35):
"Se for alguém do povo quem pecou involuntariamente, cometendo uma ação proibida por um mandamento do Senhor, tornando-se assim culpado, trará para sua oferta uma cabra sem defeito, pela falta cometida, logo que tiver tomado consciência de seu pecado. Porá a mão sobre a cabeça da vítima oferecida pelo pecado e a imolará no lugar onde se imolam os holocaustos. Em seguida, o sacerdote, com o dedo, tomará o sangue da vítima, e pô-lo-á sobre os cornos do altar dos holocaustos, derramando o resto ao pé do altar. Tirará toda a gordura, como se fez no sacrifício pacífico, e a queimará no altar, como agradável odor ao Senhor. É assim que o sacerdote fará a expiação por esse homem, e ele será perdoado. Se for um cordeiro que oferecer em sacrifício pelo pecado, oferecerá uma fêmea sem defeito. Porá a mão sobre a cabeça da vítima oferecida pelo pecado e a imolará em sacrifício de expiação no lugar onde se imolam os holocaustos. Em seguida, com o dedo, tomará o sacerdote o sangue da vítima oferecida pelo pecado, e o porá sobre os cornos do altar dos holocaustos, derramando o resto do sangue ao pé do altar. Tirará toda a gordura como se tirou a do cordeiro do sacrifício pacífico, e a queimará no altar, entre os sacrifícios feitos pelo fogo ao Senhor. É assim que o sacerdote fará a expiação pelo pecado cometido por esse homem, e ele será perdoado".
Papa Francisco no twitter (18 Novembro):
@Pontifex_pt
"Confessar os nossos pecados custa-nos um pouco, mas traz-nos a paz. Nós somos pecadores, e precisamos do perdão de Deus."
Audiencia Geral na Praça de S.Pedro (20 Novembro):
"Os sacerdotes também precisam confissão, até mesmo bispos. Somos todos pecadores. Ate mesmo o Papa vai confessar a cada duas semanas, porque o papa, também, é um pecador. Meu confessor ouve o que eu digo, me oferece conselhos e me absolve. Nós todos precisamos disso."
Catecismo da Igreja Catolica (aconselho a lerem os pragrafos 1422 ate 1470):
1422. «Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão».
1432. O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo (Ezequiel 36, 26-27). A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: «Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos» (Lamentacoes 5, 21). Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo. É ao descobrir a grandeza do amor de Deus que o nosso coração é abalado pelo horror e pelo peso do pecado, e começa a ter receio de ofender a Deus pelo pecado e de estar separado d'Ele. O coração humano converte-se, ao olhar para Aquele a quem os nossos pecados trespassaram (Joao 19, 37; Zacarias 12, 10).
1442. Cristo quis que a sua Igreja fosse, toda ela, na sua oração, na sua vida e na sua actividade, sinal e instrumento do perdão e da reconciliação que Ele nos adquiriu pelo preço do seu sangue. Entretanto, confiou o exercício do poder de absolvição ao ministério apostólico. É este que está encarregado do «ministério da reconciliação» (2 Corintios 5, 18). O apóstolo é enviado «em nome de Cristo» e «é o próprio Deus» que, através dele, exorta e suplica: «Deixai-vos reconciliar com Deus» (2 Corintios 5, 20).
1461. Uma vez que Cristo confiou aos Apóstolos o ministério da reconciliação (Joao 20,23; 2 Corintios 5, 8) os bispos, seus sucessores, e os presbíteros, colaboradores dos bispos, continuam a exercer tal ministério. Com efeito, os bispos e os presbíteros é que têm, em virtude do sacramento da Ordem, o poder de perdoar todos os pecados, «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».
Relatos da Igreja primitiva:
Didaque (seculo I): "Na reunião dos fiéis confessarás teus pecados e não te aproximarás da oração com má consciência"
Origenes (seculo III): "Ha a remissão de pecados por meio da penitência, quando o pecador lava seu travesseiro com lágrimas, quando suas lágrimas são sua vida de dia e de noite, quando não se retém de confessar os seus pecados ao sacerdote do Senhor nem de buscar o remédio."
"Se ele (Sacerdote) achar que é necessário que teu mal seja conhecido e curado na presença da assembleia reunida (Igreja), segue o conselho do médico sábio (sacerdote)"
Tertuliano (seculo III): "A Igreja pode perdoar o pecado".
"Acaso é melhor ser condenado em secreto que perdoado em público?"
S.Cipriano (seculo III): "Pois, se quando se trata de pecados menores fazem penitência os pecadores no devido tempo, e conforme foi ordenado pela disposição disciplinar vêm à confissão e recebem o direito da comunhão pela imposição das mãos do bispo e do clero".
"O apóstolo [Paulo] da mesma forma dá o testemunho e diz: ‘Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor’ (1 Coríntios 11, 27). Mas [o impenitente] despreza e ignora todos os avisos; antes de seus pecados serem expiados, antes deles terem feito a confissão de seus crimes, antes das suas consciências terem purgado na cerimônia e na mão do sacerdote... Eles são violentos com o corpo e o sangue, e com suas mãos e boca eles pecam contra o Senhor mais do que quando o negam".
"(Deus) Pai que conhece os nossos corações, concede a este teu servo que foi eleito para o episcopado… Que em virtude do Espírito do Sacerdócio soberano tenha o poder de ‘perdoar os pecados’ segundo teu mandamento; que ‘distribua as partes’ segundo tua disposição, e que ‘desate todos os laços’, segunda a autoridade que destes aos apóstolos".
St. Ambrosio de Milao (seculo IV): "Deus não faz distinção; Ele prometeu misericórdia para todos e a Seus sacerdotes outorgou a autoridade para perdoar sem nenhuma exceção".
St.Atanásio de Alexandria (seculo IV): "Assim como o homem batizado pelo sacerdote é iluminado pela Graça do Espírito Santo, assim também aquele que em penitência confessa seus pecados, recebe através do sacerdote o perdão em virtude da graça de Cristo".
St.Agostinho (seculo V): "Não vamos ouvir aqueles que negam que a Igreja de Deus tem o poder de perdoar todos os pecados". Na Igreja, portanto, existem três maneiras em que os pecados são perdoados: nos batismos, na oração, e na maior humildade da penitência".
S.Joao Crisostomo (seculo V): "Os sacerdotes receberam um poder que Deus não deu nem aos anjos nem aos arcanjos. Foi dito a eles: 'Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares, será desligado. Governantes temporais têm realmente o poder de ligação, mas eles só podem ligar o corpo. Sacerdotes, em contraste, podem ligar com um vínculo que pertence à própria alma e transcende os próprios céus. Será que [Deus] não lhes dar todos os poderes do céu? ‘De quem você deve perdoar pecados’, diz ele, ‘são-lhes perdoados; cujos pecados você retiver, são retidos’. Que maior poder há do que isso? O Pai entregou todo o julgamento ao Filho. E agora eu vejo o Filho colocando todo esse poder nas mãos dos homens [Mateus 10, 40; João 20, 21-23]. Eles são criados para esta dignidade como se eles já estivessem reunidos para o céu".
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