Friday, 20 October 2017

Dia do Senhor: Sábado (sabbath) ou Domingo?

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Referencias biblicas ditas no video: Deuteronomio 5:3.15; Exodo 12:14; 20:11; 29:38-42; 30:21; 31:16-17; Jeremias 31:31-32; Hebreus 9; 4:3-11; Gálatas 3:1-3; Colossenses 2:16-17; Atos 20:7; 1 Corintios 16:2; Apocalipse 1:10; 2 Corintios 5:17.
Manuscritos da igreja primitiva: Epistola de Barnabás 15:9; Epistola aos Magnesios 9:1; Evangelho apocrifo de Pedro 35.50.51; I Apologia 67 de Justino Martir.
Catecismo da Igreja Catolica: paragrafo 2175. 

Monday, 9 October 2017

Fotos do nosso convivio neocatecumenal em Quebec 2017

Cliquem nas imagens para ampliar...
Pintura de Kiko Arguello
Santuario Notre-Dame-du-Cap (Quebec) onde decorreu o nosso convivio 
31 sacerdotes presentes para a celebracao penitencial (Confissoes)

Ponte sobre um riacho em frente ao Santuario

Capela construida no seculo XVIII. Torre do Santuario no fundo...

Nuncio Apostolico do Canada presidindo a Eucaristia
Cantico final

Thursday, 5 October 2017

Evidências de supremacia papal nos primeiríssimos séculos

Proximo video: Dia do Senhor - Sabado (sabbath) ou Domingo?

Partilhem! Obrigado.
Papa Bonifacio VIII

- Clemente I (S.Clemente de Roma, 4* Papa), na sua 1* Carta aos Corintios escreve: 
(cap.59) "Se alguns desobedecem ao que nós lhe dissemos da parte de Deus, saibam eles que estão incorrendo em falta e não pouco perigos."
(cap.63) "Vós nos dareis alegria e contentamento, se obedecerdes ao que escrevemos por meio do Espírito Santo, se acabardes com a cólera injusta da vossa inveja, segundo o pedido, que vos dirigimos nesta carta, tendo em vista a paz e a concórdia. Nós vos enviamos homens fiéis e sábios, que viveram de maneira irrepreensível em nosso meio, desde a juventude até a velhice. Eles serão testemunhas entre nós e vós. Fizemos isso para que saibais que nossa preocupação foi e é a de que reencontreis logo a paz."

- Inacio de Antioquia, bispo, em sua Carta aos Romanos (ano 107) escreve:
(Saudacao/prologo/introducao) "Inácio, também chamado Teóforo, à Igreja que recebeu misericórdia pela grandeza do Pai altíssimo e de Jesus Cristo Seu Filho único, Igreja amada e iluminada pela vontade d'Aquêle que escolheu todos os seres, isto é, segundo a fé e a caridade de Jesus Cristo nosso Deus, ela que também preside na região da terra dos romanos (nota: preside as demais Igrejas), digna de Deus, digna de honra, digna de ser chamada bem-aventurada, digna de louvor, digna de êxito, digna de pureza, e que preside à caridade na observância da lei de Cristo e que leva o nome do Pai."

Conclusao: Esta carta também se difera das demais, por Inácio não querer ensinar nada a esta Igreja; ao contrário, reconhece que muito aprendeu dela (cf. cap.3).

- Papa Vitor I (reinou 189-199) excomungou as igrejas da Asia Menor por elas nao aceitarem o seu decreto com relacao a' data certa de se celebrar a Pascoa.
O historiador da Igreja, Eusébio de Cesaréia (ano 339) escreveu:
“Diante disso, o chefe da Igreja de Roma, Vítor, resolveu afastar da unidade comum globalmente as comunidades de toda a Ásia, e simultaneamente as Igrejas vizinhas, como sendo heterodoxas; publicou tal decisão por carta e proclamou que todos os irmãos destas regiões, sem exceção, achavam-se fora da unidade da Igreja. Mas isso não agradou a todos os bispos. E rogavam-lhe a considerar as coisas da paz e de unidade e de amor ao próximo. Conservaram-se ainda suas palavras. Opuseram-se a Victor de modo muito incisivo. Entre eles está Irineu, na carta escrita em nome dos irmãos da Gália, dos quais era o chefe, (...) exorta Victor a não amputar igrejas de Deus inteiras que haviam observado a tradição de um antigo costume, e a muitas outras coisas. (...) E Irineu, fazendo honra a seu nome, pacificador pelo nome e por seu próprio caráter, fazia estas e semelhantes exortações e servia de embaixador em favor da paz das igrejas, pois tratava por correspondência epistolar ao mesmo tempo, não somente com Victor, mas também com muitos outros chefes de diferentes igrejas, sobre o problema debatido.” ("História Eclesiástica", Livro V, cap.24)

Conclusao: Neste excerto é vidente a autoridade papal sendo exercida. Obviamente, foi exagerada a pena que o Papa deu às Igrejas da Ásia, tanto é que gerou uma oposição a sua atitude. Vale lembrar que os bispos opuseram-se ao Papa de modo muito incisivo pelo fato, de ter abusado de sua autoridade, mas não negam seu poder e autoridade para decretar   excomunnhoes. Apenas se opõe a medida papal.

- Eusébio de Cesaréia tambem reportou, no mesmo capitulo, que durante o papado de Aniceto em 155, S.Policarpo (bispo de Esmirna) foi a Roma para discutir as diferenças que existiam entre as práticas asiáticas e romanas "com relação a certas coisas" e especialmente sobre a data da Páscoa. O Papa Aniceto permitiu que S.Policarpo e as igrejas asiaticas celebrasse a Pascoa conforme o seu dia de custome.

Conclusao: O fato de se ir  a Roma tratar de questoes relacionadas com a Igreja já denota a autoridade do Papa em pleno meados do século II, neste caso reconhecida por alguém que conviveu com os apóstolos (Policarpo nasceu no ano 69) e era disciplino direto do Apostolo S.Joao .

- St.Irineu de Lião, no ano 200, escreveu: "Mas visto que seria coisa bastante longa elencar, numa obra como esta, (listar) as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo, e, indicando a sua tradição recebida dos apóstolos e a fé anunciada aos homens, que chegou até nós pelas sucessões dos bispos, refutaremos todos os que de alguma forma, quer por enfatuação ou por vanglória, quer por cegueira ou por doutrina errada, se reúnem prescindindo de qualquer legitimidade. Com efeito, deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa da sua autoridade preeminente, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos.” ("Contra as Heresias", Livro III, cap.3)

VIDEO RECOMENDADOS:
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Friday, 29 September 2017

Fora da Igreja não há salvação

Próximo video: Evidências de Supremacia Papal nos primeiríssimos séculos.


Partilhem! Obrigado. Referencias ditas no video seguem-se abaixo da imagem...

IGREJA PRIMITIVA

St. Inacio de Antioquia; Carta aos Filadelfios, 3-4 (ano 107): 
"Não vos deixeis iludir, meus irmãos. Se alguém seguir a um cismático, não herdará o reino de Deus; se alguém se guiar por doutrina alheia, não se conforma com a Paixão de Cristo. Sêde solícitos em tomar parte numa só Eucaristia, porquanto uma é a carne de Nosso Senhor Jesus Cristo, um o cálice para a união com Seu sangue; um o altar, assim como também um é o Bispo, junto com seu presbitério e diáconos".

St. Irineu de Leão; tratado "Contra as heresias", livro III, cap.24 (ano 180):
"Com efeito é à própria Igreja que foi confiado o Dom de Deus. É nela que foi depositada a comunhão com Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor da incorruptibilidade, confirmação da nossa fé e medida da nossa ascensão para Deus. Pois onde estiver a Igreja, ali está o Espírito de Deus; e onde estiver o Espírito de Deus, ali está a Igreja com todas as graças.”

S.Clemente de Alexandria; "O Pedagogo" 1,6 (ano 200):
“Assim como a vontade de Deus é um ato e se chama mundo, assim também sua intenção é a salvação dos homens, e se chama Igreja.”

São Cipriano de Cartago; "A Unidade da Igreja Catolica", 6 (ano 250): 
“A Esposa de Cristo não pode adulterar, é fiel e casta. Aquele que se separa dela saiba que se junta com uma adúltera, e que as promessas da Igreja já não o alcança. Aquele que abandona a Igreja não espere que Jesus Cristo o recompense, é um estranho, um proscrito, um inimigo. Não pode se ter Deus por Pai no céu quem não tem a Igreja como mãe na terra”. 

DOGMA EXPLICITO:
São Cipriano de Cartago; Epistola 72, cap.21 [falando em martirio de hereges]:
... "não há salvação fora da Igreja"...

Orígenes; "Homilias sobre o livro de Josué", 3:5 (ano 250):
"Se alguém do povo quiser ser salvo, que ele venha para esta casa para que ele possa alcançar a sua salvação. . . . Que ninguém, então, seja persuadido de outra forma, nem alguém se engane: fora desta casa, isto é, fora da Igreja, ninguém é salvo; pois, se alguém sair dela, ele é culpado de sua própria morte."

Epistola 61 (ano 253): "Não pensem eles que existe o caminho da vida ou da salvação, se eles se recusaram a obedecer aos bispos e sacerdotes, já que o Senhor diz no livro de Deuteronômio [17:12-13]: "Qualquer homem que tenha a insolência de se recusar a escutar o sacerdote ou o juiz, quem quer que seja naqueles dias, esse homem morrerá". E então, de fato, foram mortos com a espada ... mas agora os orgulhosos e insolentes são mortos com a espada do Espírito, quando são expulsos da Igreja. Pois não podem viver lá fora, uma vez que existe apenas uma casa de Deus, e não pode haver salvação para ninguém, exceto na Igreja".

Lactâncio; "Institutos Divinos", livro IV cap.30 (ano 307): 
"É, portanto, apenas a Igreja Católica que retém o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade, domicílio da fé, o templo de Deus. Quem não entra [na Igreja] é um estranho para a esperança da vida e da salvação. . . Porque, no entanto, todos os vários grupos de hereges estão confiantes de que eles são os verdadeiros cristãos e pensam que eles são a Igreja Católica, que se saiba que esta é a verdadeira Igreja, na qual há confissão e penitência."

4* Concilio de Latrão (ano 1215), Constituição I.

VATICANO II:

LUMEN GENTIUM 14. O sagrado Concílio volta-se primeiramente para os fiéis católicos. Fundado na Escritura e Tradição, ensina que esta Igreja, peregrina sobre a terra, é necessária para a salvação. Com efeito, só Cristo é mediador e caminho de salvação e Ele torna-Se-nos presente no Seu corpo, que é a Igreja; ao inculcar expressamente a necessidade da fé e do Baptismo (cfr. Mc. 16,16; Jo. 3,15), confirmou simultaneamente a necessidade da Igreja, para a qual os homens entram pela porta do Baptismo. Pelo que, não se poderiam salvar aqueles que, não ignorando ter sido a Igreja católica fundada por Deus, por meio de Jesus Cristo (Mt 16,18), como necessária, contudo, ou não querem entrar nela ou nela não querem perseverar. 
São plenamente incorporados à sociedade que é a Igreja aqueles que, tendo o Espírito de Cristo, aceitam toda a sua organização e os meios de salvação nela instituídos, e que, pelos laços da profissão da fé, dós sacramentos, do governo eclesiástico e da comunhão, se unem, na sua estrutura visível, com Cristo, que a governa por meio do Sumo Pontífice e dos Bispos. Não se salva, porém, embora incorporado à Igreja, quem não persevera na caridade: permanecendo na Igreja pelo «corpo», não está nela com o coração. Lembrem-se, porém, todos os filhos da Igreja que a sua sublime condição não é devida aos méritos pessoais, mas sim à especial graça de Cristo; se a ela não corresponderem com os pensamentos, palavras e acções, bem longe de se salvarem, serão antes mais severamente julgados (Cfr. Lc 12, 48; Mt 5, 19-20; 7, 21-22; 25, 41-46; Tg 2,14). 


LUMEN GENTIUM 16: [...] Aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo, e a Sua Igreja, procuram, contudo, a Deus com coração sincero, e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a Sua vontade, manifestada pelo ditame da consciência, também eles podem alcançar a salvação eterna (BATISMO DE DESEJO cfr. Carta do S. Oficio ao Arcebispo de Boston). Nem a divina Providência nega os auxílios necessários à salvação àqueles que, sem culpa, não chegaram ainda ao conhecimento explícito de Deus e se esforçam, não sem o auxílio da graça, por levar uma vida recta. Tudo o que de bom e verdadeiro neles há, é considerado pela Igreja como preparação para receberem o Evangelho, dado por Aquele que ilumina todos os homens, para que possuam finalmente a vida. Mas, muitas vezes, os homens, enganados pelo demónio, desorientam-se em seus pensamentos e trocam a verdade de Deus pela mentira, servindo a criatura de preferência ao Criador (cfr. Rom. 1,21.25), ou então, vivendo e morrendo sem Deus neste mundo, se expõem à desesperação final. Por isso, para promover a glória de Deus e a salvação de todos estes, a Igreja, lembrada do mandato do Senhor: «pregai o Evangelho a toda a criatura» (Mc. 16,16), procura zelosamente impulsionar as missões. 

O que a Igreja diz sobre a pessoas ligadas a outras religioes? Vejam DECLARAÇÃO
"NOSTRA AETATE":

CATECISMO DA IGREJA CATOLICA

846. «FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO». Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo:
O santo Concílio «ensina, apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, que esta Igreja, peregrina na terra, é necessária à salvação. De facto, só Cristo é mediador e caminho de salvação. Ora, Ele torna-Se-nos presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ao afirmar-nos expressamente a necessidade da fé e do Baptismo, Cristo confirma-nos, ao mesmo tempo, a necessidade da própria Igreja, na qual os homens entram pela porta do Baptismo. É por isso que não se podem salvar aqueles que, não ignorando que Deus, por Jesus Cristo, fundou a Igreja Católica como necessária, se recusam a entrar nela ou a nela perseverar» ("Lumen Gentium", 14).
847. Esta afirmação não visa aqueles que, sem culpa da sua parte, ignoram Cristo e a sua Igreja:
«Com efeito, também podem conseguir a salvação eterna aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, no entanto procuram Deus com um coração sincero e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade conhecida através do que a consciência lhes dita» ("Lumen Gentium", 16).
848. «Muito embora Deus possa, por caminhos só d'Ele conhecidos, trazer à fé, «sem a qual é impossível agradar a Deus» (Heb 11:6), homens que, sem culpa sua, ignoram o Evangelho, a Igreja tem o dever e, ao mesmo tempo, o direito sagrado, de evangelizar» ("Ad gentes", 7) todos os homens.

Sunday, 24 September 2017

Primeira correção filial publica ao Papa Francisco

Eu, Fabio, entendi, de boa consciência, informar e orientar os meus confraternos católicos, publicando esta notícia tão importante e, infelizmente, perturbadora...


Um grupo de 62 académicos, clérigos e leigos de vinte países, publicou, em várias línguas, um documento enviado ao Papa Francisco, onde o repreendem por “propagação de heresias”. O documento em forma de carta, à qual o Santo Padre ainda não respondeu, apresenta-se como uma “correção filial” e está disponível online em sítio próprio.
Resumo da Correctio filialis:
Uma carta de vinte e cinco páginas, assinada por 40 clérigos católicos e académicos leigos, foi enviada ao Papa Francisco no dia 11 de agosto último. Como até o momento o Santo Padre não deu qualquer resposta, o documento é tornado público hoje, 24 de setembro de 2017, Festa de Nossa Senhora das Mercês e da Virgem de Walsingham (Norfolk, Inglaterra, 1061).
Com o título latino“Correctio filialis de haeresibus propagagatis” (literalmente, “Uma correção filial em relação à propagação de heresias”), a carta ainda está aberta à adesão de novos signatários, já tendo sido firmada até o momento por 62 clérigos e académicos de 20 países, representando também outros que não carecem da liberdade de expressão necessária.
Nela se afirma que o Papa, através de sua Exortação apostólica Amoris laetitia, bem como de outras palavras, atos e omissões a ela relacionados, manteve sete posições heréticas referentes ao casamento, à vida moral e à receção dos sacramentos,resultando na difusão das mesmas no interior da Igreja Católica. Essas sete heresias são expostas pelos signatários em latim, a língua oficial da Igreja.
Esta carta de correção contém três partes principais. Na primeira, os signatários explicam a razão pela qual lhes assiste, como fiéis católicos praticantes, o direito e o dever de emitir tal correção ao Sumo Pontífice. – Porque a lei da Igreja exige das pessoas competentes que elas rompam o silêncio ao verem que os pastores estão desviando o seu rebanho. Isso não implica nenhum conflito com o dogma católico da infalibilidade papal, porquanto a Igreja ensina que, para que as declarações de um Papa possam ser consideradas infalíveis, ele deve antes observar critérios muito estritos.
O Papa Francisco não observou esses critérios. Não declarou que essas posições heréticas constituem ensinamentos definitivos da Igreja, nem afirmou que os católicos devem acreditar nelas com o assentimento próprio da fé. A Igreja ensina que nenhum Papa pode declarar que Deus lhe revelou qualquer nova verdade nas quais os católicos deveriam acreditar.
A segunda parte da carta é fundamental, uma vez que contém a própria “correção”. Nela se enumeram as passagens em que Amoris laetitia insinua ou encoraja posições heréticas, e depois as palavras, atos e omissões do Papa Francisco que mostram, além de qualquer dúvida razoável, que ele deseja que os católicos interpretem essas passagens de uma maneira que é, de facto, herética. Em particular, o Pontífice apoiou direta ou indiretamente a crença de que a obediência à Lei de Deus pode ser impossível ou indesejável e que a Igreja deve às vezes aceitar o adultério como um comportamento compatível com a vida de um católico praticante.
A última parte, chamada “Nota de Esclarecimento”, discute duas causas desta crise singular. Uma delas é o “Modernismo”. Teologicamente falando, o Modernismo é a crença de que Deus não dotou a Igreja com verdades definitivas, as quais Ela deve continuar a ensinar exatamente do mesmo modo até o fim dos tempos. Os modernistas afirmam que Deus se comunica apenas com as experiências humanas sobre as quais os homens podem refletir, de modo a fazerem asserções diferentes sobre Deus, a vida e a religião; mas essas declarações são apenas provisórias, e nunca dogmas imutáveis. O Modernismo foi condenado pelo Papa São Pio X no início do século XX, mas renasceu em meados desse século. A grande e contínua confusão causada pelo Modernismo na Igreja Católica obriga os signatários a descrever o verdadeiro significado de “fé”, “heresia”, “revelação” e “magistério”.
Uma segunda causa da crise é a aparente influência das ideias de Martinho Lutero sobre o Papa Francisco. A carta mostra como Lutero, fundador do protestantismo, teve ideias sobre o casamento, o divórcio, o perdão e a lei divina que correspondem às que o Papa promoveu através de suas palavras, atos e omissões. A Correctiofilialis também destaca os elogios explícitos e sem precedentes que o Papa Francisco fez do heresiarca alemão.
Os signatários não se aventuram a julgar o grau de consciência com que o Papa Francisco propagou as sete heresias que enumeram, mas insistem respeitosamente para que condene tais heresias, as quais ele sustentou direta ou indiretamente.
Os signatários professam sua lealdade à Santa Igreja Católica, assegurando ao Papa suas orações e solicitando-lhe a Bênção apostólica.
O documento completo pode ser lido em português aqui.
Comunicado de imprensa sobre a “Correção Filial ao Papa Francisco”:
Num ato que marca uma época, clérigos católicos e académicos leigos do mundo inteiro emitiram aquilo a que chamam uma “Correção Filial” ao Papa Francisco.
Nenhuma ação similar foi tomada desde a Idade Média.
Então, o Papa João XXII foi admoestado em 1333 por erros que ele mais tarde repudiou no seu leito de morte. No caso presente, os filhos e filhas espirituais do Papa Francisco acusam-no de propagar heresias contrárias à fé católica.
A sua carta, entregue ao Pontífice Romano na sua residência de Santa Marta em 11 de agosto de 2017 e agora totalmente pública, afirma que o Romano Pontífice apoiou posições heréticas sobre o casamento, a vida moral e a Eucaristia.
A carta de correção tem três partes principais, assim:

1) Na primeira parte, os 62 signatários explicam porque, como católicos crentes e  praticantes, têm o direito e o dever de emitir tal correção ao Papa. Isso não contradiz a doutrina católica da infalibilidade papal porque o Papa Francisco não promulgou opiniões heréticas como ensinamentos dogmáticos da Igreja. Enquanto professam a sua obediência às suas ordens e ensinamentos legítimos, eles afirmam que Francisco sustentou e propagou opiniões heréticas por vários meios diretos ou indiretos.

2) A segunda parte da carta é a essencial. Contém a “Correção” propriamente dita, escrita em latim, a língua oficial da Igreja. Enumera as passagens da Amoris Laetitia, documento do Papa Francisco sobre casamento e vida familiar, no qual insinua ou encoraja posições heréticas. Como alguns comentadores argumentaram que esses textos podem ser interpretados de maneira ortodoxa, a Correção continua enumerando outras palavras, atos e omissões do Papa Francisco que deixam claro, sem qualquer dúvida, que ele deseja que os católicos interpretem essas passagens de um modo que é, de facto, herético. Em particular, o Papa defendeu a crença de que a obediência à lei moral de Deus pode ser impossível ou indesejável e que os católicos por vezes devem aceitar o adultério como compatível com ser um seguidor de Cristo.

3) A parte final, chamada “Elucidação”, discute duas causas desta crise única. Uma causa é o “modernismo”. Teologicamente falando, o Modernismo é a crença de que Deus não entregou verdades definitivas à Igreja que ela deva continuar a ensinar exatamente no mesmo sentido até o fim dos tempos. O modernismo, portanto, focaliza-se em experiências e sustenta que doutrinas sobre Deus, fé e moral são sempre provisórias e sujeitas a revisão. Significativamente, o Papa São Pio X condenou o Modernismo no início do século XX. Uma segunda causa da crise é a influência das ideias de Martinho Lutero no Papa Francisco. A carta mostra como Lutero teve ideias sobre o casamento, o divórcio, o perdão e a lei divina que correspondem às que o papa promoveu. Ela também observa o louvor explícito e sem precedentes dado pelo Papa Francisco ao heresiarca alemão.

Os signatários não fazem julgamento sobre a culpa do Papa Francisco na propagação das 7 heresias que eles enumeram, uma vez que não é sua função julgar se o pecado da heresia foi cometido (o pecado de heresia, ou seja, heresia formal, é cometido quando uma pessoa se afasta da fé, duvidando ou negando alguma verdade revelada com toda a escolha da vontade). No entanto, deve notar-se que outros que falaram em defesa da fé católica foram sujeitos a represálias. Assim, os signatários falam por um grande número de clérigos e fiéis leigos que não têm liberdade de expressão.

Segundo o documento, "Sua Santidade apoiou, direta ou indiretamente, e propagou dentro da Igreja, com um grau de consciência que não procuramos julgar, tanto por ofício público como por ato privado, as seguintes proposições falsas e heréticas":

1. “Uma pessoa justificada não tem a força, com a Graça de Deus, para cumprir as exigências objetivas da Lei divina, como se a observância de qualquer um dos Mandamentos de Deus fosse impossível aos justificados; ou como significando que a Graça de Deus, quando produz a justificação do indivíduo, não produz invariavelmente e por sua própria natureza, a conversão de todo pecado grave, ou não é suficiente para a conversão de todo pecado grave.”

2. “Os católicos que obtiveram um divórcio civil do cônjuge com o qual estão validamente casados e contraíram um matrimônio civil com alguma outra pessoa durante a vida de seu cônjuge, e que vivem more uxore com seu parceiro civil, e que escolhem permanecer nesse estado com pleno conhecimento da natureza de seu ato e com pleno consentimento do ato pela vontade, não estão necessariamente em estado de pecado mortal e podem receber a Graça santificante e crescer na caridade.”

3. “Um fiel católico pode ter pleno conhecimento de uma Lei divina e voluntariamente escolher violá-la, mas não estar em estado de pecado mortal como resultado desse ato.”

4. “Uma pessoa que obedece uma Proibição divina pode pecar contra Deus, por causa desse ato de obediência.”

5. “A consciência pode reconhecer que atos sexuais entre pessoas que contraíram um casamento civil, mesmo que uma delas esteja casada sacramentalmente com outra pessoa, podem às vezes ser moralmente lícitos, ou sugeridos ou até mandados por Deus.”

6. “Os princípios e as verdades morais contidos na Revelação Divina e na lei natural não incluem proibições negativas que proscrevem absolutamente certos tipos de atos, na medida em que eles são gravemente ilícitos em razão de seu objeto.”

7. “Nosso Senhor Jesus Cristo quer que a Igreja abandone sua disciplina perene de negar a Eucaristia aos divorciados recasados, e de negar a absolvição aos divorciados recasados que não expressem nenhuma contrição por seu estado de vida e o propósito firme de emenda nesse particular.”
Os signatários insistem respeitosamente que o Papa Francisco condene as heresias que ele tem, direta ou indiretamente, sustentado e que ensine a verdade da fé católica na sua integridade.
(in correctiofilialis.org – tradução livre)
A lista de signatários é impressionante. Foi divulgado, ainda, o meio de contato para os acadêmicos que desejarem se juntar a esta iniciativa,  o endereço de e-mail info@correctiofilialis.org

Qualquer pessoa também pode assinar a petição de apoio à Correção Filial:

*** Support by the Catholic Laity for the Filial Correction of Pope Francis

Rezemos pela Santa Igreja Católica, Esposa e Corpo Místico de Cristo, nossa Mãe e Mestra. Santo Atanásio, que disseste que ainda que os católicos fiéis se reduzissem a um pequeno grupo, seriam estes a verdadeira Igreja de Cristo, rogai por nós!

Friday, 22 September 2017

Friday, 15 September 2017

Os ateus e a salvação: estes poderão entrar no Céu?

Proximo video: Uma palavra áqueles que sairam da Igreja por causa dos escândalos eclesiais.

Partilhem! Obrigado.

Referencias biblicas: Joao 3:18; Marcos 16:16; Apocalipse 21:8; Hebreus 11:6; Salmo 53.
Referencias do Catecismo da Igreja Catolica: paragrafo 605.